Quando é chegado o Tempo Intransponível, que descerra sobre o mundo o seu Anel “não passarás”, todos os Signos das Idades são precipitados sobre a Terra, e os antigos Sendeiros confluem todos n’Um Só.
Então, uma Arca é pedida para realizar a Travessia da Aurora -uma Arca de Luz, a serviço da preservação da Vida e da renovação do Mundo.

Uma tripulação de Iniciados é chamada e uma semente da Humanidade é convocada para ingressar na Arca. No seu bojo, velam pelo “Pramantha a Luzir” nos horizontes da Terra, a nova Matesis da raça nascente.
A gestação do Futuro terá assim lugar.


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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Aquilon e Oritzia


Áquilon é o cavalo alado “andrógino” que se volta vitorioso para as estrelas. “Representando o resgate e a libertação final do próprio homem desde os planos inferiores do seu ser.”
O Projeto-Áquilon se desenvolveu ao lado do Harmonizador Planetário, como uma espécie de complemento natural, tendo a princípio um trajeto de arauto de certas revelações a serem ainda realizadas.
Produzida totalmente em fibra de carbono, numa tecnologia avançada, Áquilon é a primeira escultura de cavalo em tamanho natural que se equilibra numa só pata -apresentando uma notável sugestão de movimento e de ascensão-, pese as suas consideráveis dimensões: 8 metros, com as 12 asas que somam sozinhas seis metros.
Áquilon se inspira no mito do cavalo sagrado, como o cavalo alado Al-Burrak que carregou Maomé para visitar os sete céus. Ou o pégaso grego de Belerofonte, aqui transformado, pois Áquilon carrega nas suas ancas um misterioso símbolo alquímico chinês. Assim como se inspira na nobre lenda do unicórnio, que é um símbolo crístico, além de tangenciar as profecias que amiúde tratam do avatar chegando num cavalo branco.
Nisto, é preciso tratar do mito tibetano do cavalo-de-vento Lung-Ta, o portador da jóia Chinta-Mani. Esta palavra composta alude à “jóia da mente”, sendo o cavalo o símbolo do próprio iniciado que carrega esta jóia de sabedoria e luz viva. A jóia é a Mônada divina, cujas sublimes emanações alcançam até o plano mental, especialmente na vida do meditante, outorgando conhecimentos e inspiração, permitindo entrever as glórias dos mundos superiores.
Ora, a Jóia é também um símbolo do Adepto, o portador da Pedra Filosofial, da Pedra-de-toque que transforma tudo em ouro. Para este iniciado, não existe nada banal ou casual, tudo o que há se acha sob um plano de harmonias cósmicas insuspeitas, e que ele é capaz de descerrar a olhos vistos. Ele que é a Pedra-em-ponta polida, o cristal translúcido gerado do carvão negro sujeito à evolução.
A esta altura, o leitor já terá suspeitado de que “jóia” se está falando. Sim, da maior jóia lapidada do mundo, o próprio Harmonizador Planetário.
Áquilon, “figura sem tempo de uma nova mitologia sobre cavalo alado”, é o próprio arauto do Harmonizador Planetário -que é o verdadeiro tema deste livro-, o seu veículo sagrado e também o seu símbolo alado. Pois suas asas vibram idealmente sem parar no espaço-tempo da reintegração humana.
O Harmonizador representa um Adepto de quintessência, um alquimista consumado em todas as suas artes mágicas. O cavalo sinaliza, com suas quatro patas e ferraduras de ouro, aquelas iniciações prévias. O quadro reproduz de certo modo o símbolo da Grande Pirâmide, de início coroada por uma cúpula-de-ouro.
Contudo, inversamente também podemos tratar a situação. Em sua irresistível sina ascensional, resolutamente voltado para o alto, Áquilon surge como uma potência cósmica cercada de glórias prometidas. Áquilon é todo movimento, determinação, se elevando com a força de um corcel selvagem.
Os seis pares de asas de Áquilon desafiam os próprios Serafins. E parece fazer alusão às esferas mais elevadas, aos ventos ascensionais da iluminação cósmica, assim como às doze hélices (ou “fitas”) do DNA que ao se completarem tornam o homem divino.
Áquilon também tem uma parceira chamada Oritzia, e num próximo livro a ser publicado por Frioli, ambos vivem grandes aventuras nas areia dos desertos, nos céus e em outros locais. Áquilon carrega a Oritzia no seu íntimo, sob a forma de acordes musicais, como musa, alma-gêmea e estrela-guia para as suas mais altas realizações. A única que pode, enfim, lhe abrir as portas do céu e fazendo-o realmente “voar”. Em nome disto ele é capaz de romper o tecido do tempo, em nome do amor eterno, na busca de seu complemento perfeito.
O artíficie, tendo conhecimento matemático e geométrico das leis de equilíbrio e harmonia, cria tridimensionalmente rebuscados esquemas volumétricos na estrutura interna do cavalo alado, em ritmo com as medidas do segmento áureo, provocando em quem contempla esta obra filosófica uma sensação de beleza e de flutuação, mas também de profundo mistério.
Das harmonias dos traçados ocultos que compõe as suas geometrias, nascidas da presença misteriosa de Oritzia dentro dele, resultou o cd Áquilon, organizado por Corciolli contando com a participação de Djalma Correa, Maria Bragança e outros músicos “consagrados”.
Como arautos de Maitreya, esperam-se de Áquilon e do Harmonizador Planetário grandes, futuras revelações.


Da obra "Harmonização Planetária", LAWS, Capítulo 15, Editorial Agartha. Texto ampliado para a presente edição.

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