Quando é chegado o Tempo Intransponível, que descerra sobre o mundo o seu Anel “não passarás”, todos os Signos das Idades são precipitados sobre a Terra, e os antigos Sendeiros confluem todos n’Um Só.

Então, uma Arca é pedida para realizar a Travessia da Aurora -uma Arca de Luz, a serviço da preservação da Vida e da renovação do Mundo.


Uma tripulação de Iniciados é chamada e uma semente da Humanidade é convocada para ingressar na Arca. No seu bojo, velam pelo “Pramantha a Luzir” nos horizontes da Terra, a nova Matesis da raça nascente.

A gestação do Futuro terá assim lugar.




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domingo, 18 de julho de 2010

A luz do Pramantha


Ao lado: símbolo jainista: um “pentaktys”.

O Pramantha –esta palavra tão forte da cultura védica-, significa, esotericamente, “cânone” e “tradição”. Originalmente, a expressão indica algo tão singelo quanto primordial. Trata-se dos instrumentos para fazer o fogo, a varinha vertical que se manipula com as mãos e a varinha horizontal que é manipulada, e que tantos povos primitivos empregaram para, através da fricção, produzir o fogo vital.


Assim, desde o início, o Pramantha surge como uma fonte de luz, calor e chama –a tríade do Fogo que resume tanta coisa, a partir da gênese das cosmologias. De fato, o instrumento é usado ritualmente na tradição indiana. Citemos:
“Pramantha (Sânscrito).- Um acessório para produzir o fogo sagrado mediante a fricção. Os paus utilizados pelos brahmines para acender fogo por meio da fricção.” (Glossário Teosófico, Helena P. Blavatsky)
A rigor, o Pramantha seria apenas a parte superior do instrumento, e a parte inferior e chamada Arani. É como demonstra a mesma fonte:
“Aranî (Sânscrito).- O ‘Arani feminino’ é um nome de Aditi védico (esotericamente, ‘a matriz do mundo’). O Aranî é uma swastika, disco de madeira com um oco central, no qual os brahmines produzem fogo por meio da fricção com o pramantha, um pau, símbolo do macho gerador. É uma cerimônia mística de vastíssima significação oculta e muito sagrada, que o grosseiro materialismo de nosso século tem corrompido dando-lhe significado fálico.”
É muito interessante, pois, a forma do Arani que enriquece deveras a simbologia pramântica, e que adiante comentaremos. Talvez possamos analisar o etimologicamente, sempre da mesma fonte, a ver:
“Pramâ (Sânscrito).- Percepção sensível, conhecimento, consciência.”
“Anta (Sânscrito).- Fim, extremo, limite, morte.”
“Antah (ou Antar) (Sânscrito).- Interior, interno.
Assim, Pramantharani seria o “conhecimento interior”, ou mesmo a consciência dos limites, isto é, dos ciclos (humanos, espirituais, etc.). Na prática, significa conhecer os cânones da evolução, os ciclos e os calendários evolutivos. O Pramantha é fruto da consciência das formas (ou “caminhos”), e é também a forma de fomentar a evolução da consciência, através do cultivo das energias dentro das ciências de espaço-tempo.

Uma análise do símbolo

O Pramantha é, então, o cânone de evolução vigente, o roteiro intelectual do Antahkarana, que é o trabalho interior prático (ver adiante), ou o programa que serve base para a codificação dos ritos; enfim, a Matesis (“conhecimento total”) que fundamenta um dado Plano de evolução. Existe, inclusive, uma palavra bastante parecida para “regras” ou “normas”, pramâna (algo como “pró-mente”), e similar ao já citado pramâ:
“Pramâna (Sânscrito).- Medida, limite; pauta, regra; regra de ação; modelo, exemplo; autoridade; prova, testemunho, evidência, certeza; instrumento ou meio de conhecimento.” (op. cit.)
Destacam-se como doutrinas pramânticas, todas aquelas onde as “métricas” evolutivas são oferecidas, como a Arca de Noé, a Merkabah, o Varnashramadharma, as profecias das Tendas de Alianças, dos Templos e das Cidades celestiais (como são os Livros dos Números, de Ezequiel e do Apocalipse), os ritos iniciáticos e congêneres; etc.
Como aludem as citações, à primeira vista o tema poderia parecer um símbolo tântrico-sexual, porém o seu significado amplo é deveras profundo, abrangendo o princípio da Polaridade de modo geral. No Oriente, tal princípio é comumente representada através de alusões sexuais. No Shivaísmo, temos o recorrente símbolo do Shiva lingam, e que na verdade é o cultuado lingam-yoni ou falo-vulva, algo que sempre choca os ocidentais ortodoxos quando mantém contato com estas formas de cultos tão comuns na Ásia, geralmente dentro de grutas ou cavernas (reforçando o culto ctônico do “coração”) e, não raro, alvo de adoração popular e foco de peregrinações grupais. No tantrismo hindu, a dualidade representa a conjuminação da força (Shakty) com a ascese (Shiva). No Budismo, esta dualidade se apresenta através da parelha tântrica enlaçada yab-yum, que significa a união vital do método e da sabedoria, ou da técnica e da consciência, para efeitos de alcançar uma espiritualidade sólida e evolutiva. E esta dualidade também é deveras pramântica, ou canônica.
No entanto, não seria difícil demonstrar o universalismo do símbolo hindu, semelhante à Barca solar das culturas solares como egípcios e incas, assim como a própria tau e a cruz latina quando invertidas (valendo notar que a colocação do aspecto positivo na parte superior, sinalizaria ascensão, sublimação, domínio, controle e espiritualidade), abaixo representados:

Shiva lingam, Barca solar, Tau e Cruz latina

Ora, o fato do lingam ser consagrado a Shiva, o deus da ioga ou da espiritualidade, e a Barca ser consagrada ao Sol, já demonstra estarmos no terreno da síntese, da espiritualidade e do universal. Assim, visto esotericamente, o Pramantha representa a forma “dualista” de alcançar o fogo espiritual, pela combinação de princípios polares ou opostos.
No “Glossário Teosófico”, encontramos uma visão “mística” do tema: “Misticamente, o Pramantha representa a vontade do homem, girando e incessantemente ativo na e sobre a parte passiva da constituição humana, despertando o último em atividade correspondente, provocando ali o fogo a animar a chama da vida.”

Definição dos Cânones evolutivos

É evidente que, nestes termos, o assunto até possa representar várias coisas. No entanto, uma daquelas que mais visa expressar, diz respeito à espiritualidade em geral, dentro do contexto planetário. Assim, o Pramantha ensina a forma correta de proceder na espiritualidade, sempre dentro de saudáveis combinações de opostos, cuja natureza até pode variar, como demonstram as distintas formas de praticar o tantrismo, especialmente pela “via seca” (mental, subjetiva) e pela “via úmida” (física, objetiva), coisa esta que divide as Escolas principais do budismo tibetano, assim como de certa forma também outras religiões.
As ditas “religiões atlantes”, em especial, dão esta ênfase no dualismo, como se observou na China do no mundo maia-nahua, valendo lembrar que este foi fecundado pelo anterior. Embora os egípcios e os incas, já citados, e igualmente em mútua conexão histórica, também se enquadrassem nestes padrões.
No novo dharma de Maitreya, temos os “Espelhos de Sabedoria” (Mayatri), cujas sínteses representam iniciações. Os “Espelhos” são: superior-inferior, masculino-feminino, passado-futuro e interior-exterior. Estão relacionados às Quatro Ciências da Agartha, a saber: Iniciação, Ascensão, Astrosofia e Geosofia. Tais triangulações iniciáticas são semelhantes às dos Quatro Elementos e às das tríades da Árvore Sefirotal, uma para cada raça-raiz; além de constituir chaves do Antahkanara (ver adiante).
De fato, todas estas questões compõem o staff prático do Pramantha. Nos seguintes termos principais:

1. Iniciação ................ Humanidade (Raças-raízes)
2. Ascensão ............... Hierarquia (Ashrams solares)

Trata-se, pois, de dos reinos intimamente acoplados na evolução da Terra, atendendo o último também pelos nomes de Loja Branca e Governo Oculto do Mundo, destacando-se dentro da sua constituição a Unificação Vicária e o Apostolado Universal, dos Katubs ou os Pólos espirituais, “Papas” e Pontifex, assim como os rishis, os nabis, os videntes, os profetas, os druidas, ao naguais, os karais, etc.
Ato seguinte, cabe notar os métodos pelos quais se alcançam estas evoluções, métodos estes que estão basicamente determinados em termos dimensionais. Tal coisa determina ritmo e localidade, de modo que as evoluções humana e hierárquica, estão expressamente condicionadas à evolução do espaço-tempo planetário, vindo a configurar a correlação “vital” entre raça-raiz e ashram espiritual. Ou seja: uma Humanidade-em-evolução graças à assistência da Hierarquia, e uma Hierarquia-em-evolução graças ao serviço à Humanidade. E neste caso, a Astrosofia codifica os períodos ou os ciclos, e a Geosofia codifica os locais e os ambientes da evolução.
Deste modo, o Pramantha determina que a evolução “positiva” (espiritual) das Lojas, se reúna à evolução “negativa” (material) das Raças, sob condições sine qua non. Dharma pramantha significa efetuar o cânone evolutivo, e o dever de atuar dentro do cânone para alcançar o dharma e a evolução. Isto por si só seria suficiente para colocar por terra muitas ilusões acerca do separatismo das esferas de evolução. Quando uma sociedade pretende evoluir sem as orientações da Loja, ela na verdade involui e regressa à sua condição primitiva pré-histórica, quando os seres humanos não conseguiam conviver e nem evoluir, terminando em guerras e aniquilação. E quando uma ordem espiritual pretende evoluir sem servir as sociedades, ela se reduz a uma congregação desunida de xamãs ou se torna uma forja de magos negros, empregando todos eles métodos satânicos e cármicos.
Neste quadro, toca também determinar a métrica e a geografia da evolução, porque não se trata de “qualquer” espiritualidade em qualquer tempo e local, mas de coisa específica, organizada e planejada. O chamado “Itinerário de IO” está na base geográfica desta evolução, e vale notar que as letras “I” e “O”, integram em si as polaridades originais do Pramantha. Este roteiro se dá primariamente no sentido Leste-Oeste, e secundariamente na direção Norte-Sul, de acordo com os próprios movimentos da Terra. Naturalmente, tal coisa também vale no plano esotérico para efeitos de iniciação/iluminação -através do Antahkarana ou “o caminho interior”, que se percorre “para cima, para o centro, para frente e para dentro”, visando o equilíbrio das posições antigas-, tal como demonstramos na obra “O Brasil e a Nova Era”.
O tipo de fogo que se pretende gerar, é a energia da quintessência –donde a forma do arani de disco com suástica-, pois esta energia e etapa evolutiva está relacionada às sínteses e às transformações. Podemos dizer, pois, que a Hierarquia realiza ações especiais de transformação, naquelas etapas de quintessência, as quais tem mais a ver com a sua própria natureza (ver mais na nossa obra “A Espiral do Tempo”). Porém, não devemos ignorar que a quintessência era também a própria energia da Loja árya, de modo que este padrão está diretamente envolvido no Pramantha áryo, o qual buscou realizar divisões de cinco etapas nos seus ciclos evolutivos, para efeitos de evolução hierárquica. Neste caso, a nova Loja o fará, por sua vez, com seis divisões gerais. A humanidade evoluirá, por sua vez, para um padrão iniciático quaternário. Tudo isto configura já o próprio Cubo da evolução humana final, assim como as medidas gerais da evolução humana que alcança agora a sua etapa final, simbolizado pelas medidas da Jerusalém celeste do Apocalipse.
Todo este movimento, obedece então ritmos e ciclos, definidos como Idades e Eras (latitudinal), e depois Raças e Rondas (longitudinal). E para que as Lojas possam auxiliar as Raças como cabe, a relação entre o Centro da Hierarquia e o Centro da Humanidade contém uma lacuna de dois degraus raciais ou uma Ronda. É isto que explica as chamadas “primeiras duas raças ocultas” da Teosofia, pois um mestre deve deter dois graus a mais, para poder efetivamente instruir um discípulo, com todo o distanciamento necessário, além dos importantes fatores de analogias (polaridades de ritmos par ou ímpar) envolvidos, etc. Assim, podemos dizer que os Mestres são forças mais antigas, que evoluíram no passado de uma forma individualizada, para a humanidade poder evoluir no futuro na sua forma coletiva.
A coadunação deste conjunto de idéias, pela organização da evolução racial e da evolução ashrâmica unificadas, dentro dos seus devidos tempo-e-espaço também em evolução, é que determina o cânone-Pramantha, raiz e essência de todo o conhecimento evolutivo do planeta.

O primum mobile

Algumas escolas esotéricas como a Eubiose, associam o “Novo Pramantha” ao “conjunto das energias entrantes”, como Nova Era, Nova Raça, etc. Mesmo dentro desta questão, tocaria prescrever os seus dharmas ou Leis espirituais específicas. No entanto, tal coisa ainda serve apenas como enunciado geral –podendo aludir somente às energias da divindade-, tocando incluir nisto a natureza da evolução que estes ciclos determinam para cada Centro planetário.
Não obstante, esta é uma dimensão que tampouco fica fora dada dinâmica do Pramantha. Assim, para que o quadro fique realmente completo, cabe ver que, tal como a roda depende do seu eixo para andar, este depende por sua vez de uma força original de tração, o primum mobile ou o primeiro movedor.
Pramantha é Tradição que se esteia sobre uma Hierarquia que alcança os céus, para assegurar a qualidade e a dinâmica da evolução. Quem realmente ama a Deus segue os seus Escolhidos, os enviados para fazer conhecer a sua Palavra, que é vida, via, verdade e vitória.
Toca reunir então, os três aspectos funcionais do Pramantha, junto aos Centros a eles associados –afinal, não são os “ciclos” que realmente importam, mas sim as diferentes esferas de entidades que evoluem dentro deles:*

1. As mãos que movem o Pramantha, a essência espiritual ativa: a Divindade.
2. O Pramantha em si, intermediário anímico entre céu e terra: a Hierarquia.
3. O Arani, aspecto passivo e subjetivo, o plano mais material: a Humanidade.

Pois a eficácia do Pramantharani de fogo, também depende das mãos que o fazem girar, as quais correspondem neste caso, às manifestações divinas cíclicas, destinadas a recolocar inicialmente “a roda do Dharma em movimento”: os Chakravartins, os Manus, os avatares, os Budas, os Cristos, etc.
Estas são as divinas forças motrizes, que atuam no resgate e na restauração, assim como na renovação, dos preceitos sagrados das Idades, surgindo no começo dos ciclos das Eras, das Raças e das Rondas, sendo em número de 22 encarnações (ou mesmo 25 ou 26, segundo a forma de registro) no total, dentro de cada kalpa ou Ano cósmico.
O avatar realiza e a essência do “Pramantha a luzir” nos horizontes raciais, encarna os arquétipos da evolução, personifica ídolo, ideal e idéia, sintetiza Humanidade, Hierarquia e Divindade, emergindo no tempo e no local pré-determinado pela evolução, percorrendo roteiros iniciáticos arquetípicos que fazem dele um microcosmo perfeito.
Podemos realmente dizer, que a divindade é que assenta na prática as bases dimensionais de espaço-tempo. Assim, a divindade é a verdadeira codificadora e a reveladora do Pramantha, pois é ela que coloca realmente os mundos em relação, acionando todas as engrenagens da evolução mundial, representando assim o verdadeiro “cavalo do Pramantha”, o porta-voz do Cânone universal.
O novo “Pramantha a luzir”, pode ser demonstrado simbolicamente então através de uma “hexaptys”, a evolução da éxade, ou de símbolos análogos como o de abaixo.

O Grande Pramantha

Temos daí mencionadas seis formas (embora as duas superiores estejam mais associadas a polaridades), e em destaque o Cubo que reúne e expressa o Cânone central do novo Pramantharani histórico, de base 4:6 (evolução humana e hierárquica integradas). No caso, a Mão divina motriz, está relacionada ao Quadrado circundante, pois se trata de uma ação de Logos quaternário. Na verdade, uma vez que este novo ciclo encerra a evolução humana, se trata este de um padrão de consumação, que merece ser chamado também de “O Grande Pramantha”.
Daí a importância do numeral 21, que é o “valor secreto” de seis, na estruturação dos Alfabetos cabalísticos e dos sistemas solares de evolução. Vale notar também, que este valor reúne a fórmula 3-6-12, à qual “todas as coisas se reduzem” segundo Pitágoras, estando associada aos Alinhamentos de consciência, ou seja: Personalidade, Alma e Espírito. E a partir disto, representa um sem-número de esquemas evolutivos, sendo inclusive a fórmula agarthina que expressa Shambala, Agartha e Vaikuntha.



* Esta trilogia de Centros planetários de consciência, foi devidamente decodificada no trabalho de Alice A. Bailey, sobretudo em termos mais gerais, tocando a nós levar a cabo a análise completa das Lojas raciais, seus ciclos, gerais e assim por diante. Nas suas próprias palavras, a pitonisa que revelou o Plano da Hierarquia de preparação da Humanidade para a Nova Era, também anunciou a codificação final do Pramantha, face a “restauração dos Mistérios” e da “manifestação da Hierarquia”, a começar pela chegada do próprio Cristo.

Da obra "Vivendo os Tempos das Profecias", LAWS, Ed. Agartha

Um comentário:

  1. Gostaria apenas de salientar a diferença entre Suástica e Sovástica. A Suástica, ao contrário do que diz o conhecimento popular, não é a de Hitler, pois esta que gira (como um catavento) em sentido anti-horário, é anti-evolucional.

    A Verdadeira Suástica gira em sentido horário, e é, portanto, a favor da Evolução. A outra é a Sovástica, a de Hitler, e sabemos o q acontece a seres contrários à Lei, ou seja, a Deus.

    Veja, como comparativo, para que lado gira o símbolo da Teosofia.

    Abraços!
    Rogério T.
    Instrutor.

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